Reflexões compartilhadas

Você está convidado a visitar esta forma de compartilhar um pouco do meu pensamento. Volte sempre que quiser, e não deixe de declarar suas concordâncias e discordâncias, com relação aos meus pontos de vista.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Visita Centro Histórico FIAT

Nesta manha do segundo dia da programação oficial, o grupo de congressistas realizou visitas técnicas em organizações de relevância no cenário nacional italiano e internacional. Um dos destinos foi o museu histórico da FIAT, onde os congressistas puderam acompanhar um pouco da história daquela grande instituição, ver os primeiros veículos produzidos, e até mesmo tomar conhecimento de que a FIAT produzia turbina de aviões, e até mesmo geladeiras e fogões para os seus funcionários. Também é possível se ver de perto os principais modelos que foram criados pela industria.

Turbina produzida pela indústria, apresentada pela guia

Um dos aviões existentes no museu, que utilizavam as turbinas produzidas pela FIAT

Vista parcial dos carros do museu

O grupo que compareceu nesta visita técnica

Domenico de Masi

Muitas vezes quando conhecemos pessoamente uma personalidade pública, um grande autor, ou um grande conferencista, temos uma forte decepção. Por vezes a pessoa faz na prática coisas muito diferentes do que costuma dizer em suas palestras ou em seus livros. Muitas vezes percebe-se um descolamento entre a prática do dia a dia da pessoa, e o que ela prega que deveria ser feito.
Pois conhecer Domenico de Masi e poder conviver durante um dia inteiro com ele, conversando, trocando idéias, seja num bate papo de cafezinho ou nos momentos anteriores ao painel que ia apresentar, se mostrou na verdade apenas mais uma oportunidade para confirmar que ele realiza na prática aquilo que ele defende. Seus pontos de vista, seu jeito direto, mas ao mesmo tempo simpático parece ser realmente uma característica pessoal. Domenico transpirou a simplicidade dos grandes homens e encantou a todos com a forma como conduziu sua palestra do painel em que participou. Mesmo que não se concorde com todas as idéias apresentadas por ele, a forma como as colocou, e a demonstração da importância dos pontos, faz com que as pessoas o ouçam, reflitam e por vezes revejam seu pensamento sobra a vida, prioridades e outras tantas coisas.
Com certeza a oportunidade de conhecer pessoalmente este magnífico pensador valeu todo o esforço de organização, todo o stress pré e durante o evento.
Trata-se de um ser humano, com H maiúsculo.

Foto com Domênico de Masi, no evento.

Abertura do Congresso Mundial e Forum Internacional de Administracao

Com informações do site do CONSUMIDOR RS, que está aqui conosco cobrindo o evento, apresento as primeiras novidades. (http://www.consumidorrs.com.br/rs2/inicial.php?imgm=n&case=2&idnot=18414)


Abertura oficial do VII Congresso Mundial de Administração e XII FIA, em Torino, Itália
Novas propostas para o 'O Mundo do Trabalho: Uma Visão Prospectiva da Administração'

Na última segunda (11.10), ocorreu a abertura oficial do VII Congresso Mundial de Administração e XII Fórum Internacional de Administração (FIA), com o tema “O Mundo do Trabalho: Uma Visão Prospectiva da Administração”. Participaram da mesa de abertura o Econ. Antonio Graziosi, Diretor de Formação do Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho - CIF/OIT, Itália; o Lic. Oscar Mena Redondo, Presidente da Organização Latinoamericana de Administração – OLA, Costa Rica; o Prof. Dr. Sergio Bortolani, Presidente da Facoltà di Economia - Università Degli Studi di Torino, Itália; o Adm. Sebastião Luiz de Mello, Presidente do Conselho Federal de Administração - CFA, Brasil; a Adm. Cláudia Stadtlober, Presidente do Conselho de Administração do Rio Grande do Sul – CRA-RS, Brasil.
Segundo Sergio Bortolani, a Faculdade de Torino é a mais antiga da Europa, sendo fundada em 1404. O interesse na promoção do Congresso recai no fato da participação da Universidade no processo de Bologna, que permitirá um acesso diferenciado no mercado de trabalho. Para tanto, a Faculdade de Economia da Universidade de Torino oferece uma série de ações e promove parcerias com diversos países, incluindo o Brasil e a Argentina, na América Latina. “Tenho certeza que o Congresso, dedicado a um tema central para a economia como um todo, irá enriquecer nossos conhecimentos e dará respostas concretas para enfrentar esse grande problema em nível mundial, que é o trabalho”.
Acrescentando a questão, Sebastião Luiz de Mello comentou que, neste ano, o Congresso visa trazer uma nova perspectiva para o Mundo do Trabalho. Nesse sentido, é necessário exigir que as empresas eliminem de suas práticas o trabalho escravo, bem como o trabalho infantil, práticas que prejudicam o desenvolvimento sustentável. O assedio moral é outra prática que necessita ser discutida. Muitos países possuem legislações antigas, que necessitam de reformulações. A desaceleração da economia mundial pode ocasionar uma crise nos países do G-20. No entanto, o crescimento atual não será suficiente para suplantar a necessidade dos empregos necessários. Dessa forma, a geração de empregos não é suficiente, é preciso ir mais além e construir um trabalho de modo decente. “Esperamos que os administradores possam refletir e repensar as relações de trabalho”, pontou.
Cláudia Stadtlober referiu que o Congresso oferece aos participantes temas emergentes, relevantes, no contexto do trabalho, trazendo um contexto de construções dialéticas de grande valia em mundo que certezas já não existem, que exige uma contínua aprendizagem a fim de oferecer a busca de novas práticas. Assim, os temas tratados no Congresso foram definidos para trazer inquietação, que poderá levar ao movimento e às transformações, gerando uma Administração mais sólida e dirigida a organizações eficazes.
Wagner Siqueira abordou que é necessário levar as pessoas a interpretarem e agirem. Uma visão mais atenta da história revela que as teorias das organizações são restritas e estreitas para comportar as várias formas de trabalho e de mercado existentes na atualidade. Tais teorias não podem ser re-editadas, repetidas, sendo importante e urgente encontrar novos rumos e caminhos. Como ferramentas, prestaram, prestam e prestarão ainda por muito tempo. Contudo, o significado humano está muito acima de valores apregoados por essas teorias. Em certa medida, essas teorias são eticamente incorretas ao priorizarem os aspectos financeiros em detrimento dos humanos, sendo necessário re-editar a ética subjacente a essas teorias. Assim, o Congresso vem a apresentar um repensar das teorias que embasaram historicamente os processos de trabalho.
De acordo com Oscar Mesa Redondo, os integrantes da Organização Latinoamericana de Administração sonham com eventos dessa natureza, que fortalecem o papel central do administrador. Pois, acreditam que o administrador deva participar, direta e indiretamente, das economias das organizações. Além disso, os administradores devem atuar como um agente de transformação, compartilhando a formação das organizações. “As organizações e as economias avançam de forma tecnológica, econômica e financeira. Por isso, as políticas econômicas, ambientais e tecnológicas precisam de novos modelos e novas formas de direções. Para isso, o Mundo do Trabalho deve estar diariamente em discussão. Todos os países latinoamericanos devem trabalhar em conjunto”.
Finalizando a abertura oficial do Congresso e iniciando com a conferência “A Geração de Trabalho Decente x Crescimento Econômico Sustentável”, o conceito de trabalho decente foi comentado por Antonio Graziosi. Segundo o especialista, o termo foi criado recentemente pela OIT e ainda é pouco difundido. Por isso, torna-se necessário uma maior difusão do tema no âmbito das organizações, espaço oportunizado pelo Congresso. O objetivo da OIT, tendo como agenda o trabalho decente, é desenvolver oportunidades para que homens e mulheres possam manter um trabalho produtivo e de qualidade, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana.
Mediante a esse enfoque, Graziosi comentou que a OIT compreende como trabalho de qualidade aquele que o trabalhador tenha proteção enquanto trabalhe e quando saia do trabalho. Com esse enfoque, a OIT possui uma estruturação tripartite, na qual representantes governamentais, empregadores e entidades representantes dos trabalhadores participam de igual modo, na prerrogativa de que as melhorias sociais no âmbito do trabalho são resultados de consensos entre esses diferentes atores. Dessa forma, a OIT promove recomendações, geradas no consenso entre os atores representantes, que são diretrizes para os países membros. Nesse enfoque, a OIT, atualmente, busca a promoção do trabalho decente no contexto da globalização.
Graziosi assim alertou que o trabalho “menos ético” pode gerar lucros imediatos, mas que é importante que se observe que essa forma de trabalho poderá inviabilizar o crescimento econômico e financeiro mundial e dos países em longo prazo, pois é o trabalho que propicia que as famílias possam sair da pobreza e pode gerar o crescimento sustentável dos Estados. “A mensagem da OIT é que a política econômica para ser sustentável tem que conciliar a política econômica e a política social, tem que ser especificamente dirigida à criação de políticas em prol do emprego através do aumento do número de empregos e de investimentos através das políticas fiscais, distributivas e monetárias”, afirmou.
Percebe-se, portanto, que o Congresso desponta-se como um palco para a discussão de novos modelos para o Mundo do Trabalho, priorizando o trabalho decente como uma de suas prerrogativas. A noção que permeia essas discussões é que o crescimento econômico futuro, para que possa ser sustentável após a crise que rege as economias mundiais, deve ser construído com base na proteção ao trabalho e ao trabalhador em suas dimensões sociais. A preocupação que desponta, seja por parte da OIT ou dos Conselhos de Administração que promoveram o Congresso, é a solidificação de novos parâmetros econômico-financeiros para os mercados globalizados, priorizando as políticas sociais como base para a aquisição de economias locais sustentáveis.
Antes da abertura oficial, na parte da manhã, os participantes do Congresso tiveram a oportunidade de realizar um tour para conhecer a cidade de Torino, Itália, onde ocorre a primeira parte do Congresso. Confira, abaixo, fotos da cidade de Torino. 

sábado, 8 de outubro de 2011

Tudo pronto para o Congresso

Estou aqui em Turim desde sexta-feira, dia 7 de outubro. Logo na chegada já foram sendo feitas reuniões com os principais fornecedores locais, onde ainda restavam definições a serem feitas, bem como com a parte da equipe que já estava aqui, em especial as pessoas ligadas a operadora de transporte, logística e turismo. Finalizando, uma visita a Villa Sassi, local onde será realizado o jantar especial de encerramento no dia 12 de outubro, aliás, maravilhoso. Com certeza vai permitir um jantar memorável.
Com a Universidade, reunião para repassar todos os pontos e verificar pequenos detalhes que serão necessários ajustar. Detalhes de cerimonial, entrada de pessoas, funcionamento das atividades paralelas.
Agora, 22h 15 min hora de Turim, a maior parte dos congressistas que vem do Brasil já estão sobrevoando o oceano em diração a Milão, e posteriormente a Turim. Trata-se justamente daquele momento onde nada mais resta a fazer, a não ser lembrar a famosa frase de Julio Cesar "Alea jacta est", e saber que a sorte está lançada.
Amanha pela manha estarei me deslocando para Milão para auxiliar na recepção dos 200 brasileiros que estão chegando provenientes de 24 estados do nosso Brasil.
Agora é trabalhar e aproveitar o congresso.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

De volta

Apos o nascimento do meu filho, Gabriel Lucas, a agenda ficou ainda mais complicada do que já era, e o blog ficou um pouco parado. Mais ainda quando ele ficou doente com pouco mais de 50 dias de vida.
Mas agora as coisas estão um pouco mais organizadas, e o blog voltará a ativa. E a partir de amanha haverá notícias sobre o VII Congresso Mundial e XII Forum Internacional de Administração - http://www.mundialdeadministracao-fia.com.br/ que se inicia domingo, em Turim e depois em Genebra. Já estou em deslocamento para a Itália.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais uma das companhias aereas

            As companhias aéreas não param de me surpreender, aqui no Brasil. Lamentavelmente em sua maioria das vezes por razões que acabam deixando uma impressão negativa. Nesta minha mais recente viagem para Brasília, percorri todos os trechos viajando de Gol. Já na saída uma surpresa desagradável. Tive de acordar as 5 e maia da manhã para pegar um vôo que sairia as 7 e 20. Isso não teria me irritado muito, pois é algo que normalmente tenho de fazer quando viajo. O que foi extremamente irritante foi justamente o fato de que o meu vôo saiu do aeroporto de Porto Alegre por volta de 10 e meia da manhã. Alguns poderiam dizer que é normal no inverno gaúcho os vôos não poderem decolar no início da manhã em função do nevoeiro. Verdade. Mas neste caso, as condições meteorológicas nada tinham a ver com o impedimento do meu avião decolar.
            Inacreditavelmente, a razão era muito mais prosaica. A falta de tripulação. Sim. O avião estava no pátio do aeroporto estacionado, os passageiros todos na sala de embarque aguardando civilizadamente pelo seu horário. Entretanto, onde estava a tripulação ? Presa em São Paulo, pois por alguma razão misteriosa, o sistema da Gol ficou fora do ar por boa parte da manha daquele dia, e nada decolou de Congonhas. Assim, a tripulação não chegou a Porto Alegre e o avião não podia decolar. E tripulação reserva, ou remanejo de tripulantes para utilizar-se daquele equipamento parado tal qual uma estátua pós-moderna no aeroporto ? Que nada, isso seria um luxo dispendioso demais. Resultado desta surpresa foi que acabei perdendo parte dos compromissos que tinha na manhã daquele dia.
            Mas resolvidas estas questões, e eu retornando para Porto Alegre a partir de Brasília tive a felicidade de ser presenteado com o que ? Mais um atraso de uma hora, claro, na saída do vôo da Gol. Razão ? Sabe-se lá. Talvez vontade divina. Talvez diletantismo dos pilotos ou tripulantes, ou quem sabe vôo de urubus perto da pista. Lamentável. Para completar a minha (má) percepção dos resultados deste vôo, no meio do mesmo, após o término do serviço de bordo  usual, aqueles amendoins maravilhosos, ou a magnífica barra de cereal, os passageiros são informados de que poderiam optar por um cardápio alternativo que já há alguns meses está disponível em alguns dos vôos da Gol. 
         Seria interessante, certamente auxiliaria meu estômago a ficar mais confortável e provavelmente reduziria minha percepção negativa para com a companhia neste dia. Entretanto dois fatores me impediram de ficar satisfeito com este magnífico novo serviço. O primeiro é que os sanduíches oferecidos são todos frios, o que para mim afasta o atrativo dos mesmos imediatamente. Mas mesmo que a fome falasse mais alto e eu resolvesse provar o sanduíche, existe um pequeno segundo detalhe. O pagamento somente pode ser feito em reais. Nada de cartões de crédito, nem de débito. Ah sim, outro pequeno porém. O passageiro tem que levar o valor EXATO do seu sanduíche na carteira, pois os comissários de bordo não tem troco para disponibilizar. Maravilhoso ! Com um serviço de tal qualidade e tão inovador, realmente os passageiros vão ficar cada vez mais satisfeitos com as suas companhias aéreas. Saudades das asas cuidadosas da Varig.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

As empresas aéreas do Brasil

É verdade que já faz tempo que não temos no Brasil uma empresa aérea com a grife, a respeitabilidade, a reputação e o reconhecimento que a antiga VARIG tinha. A antiga mesmo, porque a VARIG que estava voando antes do encerramento das suas atividades não era a mesma coisa. Tive oportunidade de viajar muitas vezes pela VARIG em seus aureos tempos, tempos estes de talheres de prata nas refeições a bordo, algo inimaginável nos vôos domésticos dos dias de hoje. Mas ela sofreu a decadência imposta àquelas gigantes empresas que acabam não ajustando os seus processos de gestão, e não se reorganizam em função das novas tendências mundiais.
E quem é a sucessora da VARIG ? Podemos dizer que nenhuma, pois ela é inigualável, e sua marca no tempo permanecerá para sempre como benchmark para todos nós. Talvez. E acredito que hoje não temos no Brasil, de fato, uma empresa aérea que remotamente lembre o que um dia foi esta potência aérea gaúcha,
Entretanto, em função de minhas atividades profissionais, venho tendo oportunidade de viajar nas principais empresas aéreas brasileiras da atualidade. Posso comparar os serviços destas empresas, os aviões utilizados, o espaço entre assentos, e a pontualidade.
Quando se pensa numa avaliação geral, o primeiro ponto negativo fica para a Gol. Lembro dos primeiros vôos dela, com um atendimento de fato diferenciado, com os funcionários de brilho nos olhos, e com uma informalidade que deixava a viagem de avião mais natural. Mas tudo isso se foi. Hoje, ela é uma empresa aérea como qualquer outra, semelhante a TAM, com seus pontos positivos e negativos. A TAM ainda oferece em alguns de seus vôos domésticos uma alimentação um pouco melhor, o que pode ser bom, apesar de sabermos que qualquer comida de bordo não pode ser comparada a uma refeição decente.
Mas a surpresa que chegou, para mim foi a Azul. Empresa que chegou com a experiência de seu fundador, que já teve outros vôos em companhias aéreas do norte do continente, e que com seus erros e acertos, trouxe de fato um modelo diferente para o nosso país. Aviões modernos, com um espaçamento de assentos muito bom, que torna a viagem bastante confortável. Também com um atendimento muito bom, e com funcionários diferenciados, no que se refere a relação com os clientes.
Talvez, se a Azul tivesse seu Hub no Rio de Janeiro, como chegou a  cogitar, já tivesse dominado uma fatia maior de mercado do que conseguiu até agora. Mas não tem tempo para crescer. E espero que possa fazer isso de forma gradual, consistente, e que ao crescer não se torne novamente apenas mais uma companhia aérea no Brasil, mas que continue mantendo o padrão de qualidade e atendimento que vem tendo nos dias de hoje.
O Brasil precisa de uma empresa aérea melhor. Talvez a Azul não seja a sucessora da VARIG, mas com certeza está trazendo algo novo para os ares de nosso país.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Congresso Mundial e Forum Internacional de Administração

Hoje é o lançamento oficial do VII Congresso Mundial de Administração e do XII Forum Internacional de Administração, as 19hs na sede do CRA/RS. Estarão presentes além dos convidados, o presidente do CRA / RJ, Wagner Siqueira, o Diretor da CRIE do CFA. Sérgio Lobo. O presidente em exercício do CRA/RJ, José Arthur Horn vai fazer a abertura do evento, e eu apresentarei os detalhes do Evento, juntamente com o Conselheiro Federal pelo CRA/RS, Valter Lemos.

Vale conferir o site do evento:

http://www.mundialdeadministracao-fia.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O limite do aceitável

Sempre tive muita dificuldade de aceitar que servidores que lidam diariamente com a vida das pessoas tenham a possibilidade de fazer algum tipo de paralisação capaz de por em risco a população. Por vezes se vê médicos, enfermeiros ou profissionais da saúde ligadas ao serviço público fazendo este tipo de paralisação, e sempre considerei e considero este procedimento como inaceitável, a menos que haja de fato um plano de contingência viável. Em outros momentos, vimos em nosso país greve de policiais, como a que ocorreu na Bahia no início da década, e que trouxe absoluto caos e insegurança para a população, inclusive com a circulação de bandos mascarados e armados pelas ruas em carros e caminhonetes, dando tiros para o alto. Inaceitável !
Agora estamos vendo no Rio de Janeiro uma situação igualmente absurda. Os bombeiros em greve, que não apenas paralisaram as suas atividades, mas além disso ocuparam o quartel central, de forma truculenta, com o intúito de protestar e de impedir o trabalho de outros profissionais dispostos a seguir em suas atividades.
No modelo brasileito vigente, o corpo de bombeiros é uma organização  militar diretamente vinculada a Polícia Militar dos estados. Deste modo, o que se viu no Rio de Janeiro foi um processo de insubordinação ou de motim, e isso dentro da realidade da rígida hierarquia militar é totalmente inaceitável.
Não foi surpresa a ação comandada pelo governador do estado Sérgio Cabral de retomada do quartel e aprisionamento dos rebelados. O que mais poderia ser feito ? Permitir a insubordinação ? Permitir que isso servisse de exemplo para que militares tomem invadam e ocupem quarteis como forma de protesto ? Onde isso poderia nos levar ? Ou melhor, onde isso poderá nos levar ?
 Vivemos momentos tensos em nosso país, sejam pela revolta de militares do corpo de bombeiros, seja pelo incêndio causado mais uma vez pelo Ministro Palocci, que neste governo, a exemplo do anterior, está trazendo instabilidade, desta feita não pela quebra de sigilo de um caseiro, mas pela aquisição de uma casa de luxo, ou melhor, de um apartamento de luxo, que acabou expondo milionárias remunerações para obscuros contratos de consultoria.
Este é o país que nós vivemos,. Até quando ?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Complexo de vira-lata e o Primeiro Mundo

Parece que virou uma forma recorrente de se referir às críticas que são feitas aos problemas de nosso país. Desde o governo passado, as autoridades do governo federal acabam utilizando-se desta figura de linguagem para se defender quando surge algum problema mal resolvido, ou quando a imprensa ou os cidadãos acabam manifestando a sua voz de contrariedade com relação as coisas que acontecem em nosso Brasil.
Basta dizer que estamos preocupados com o andamento das obras da copa do mundo, ou que estamos preocupados com o andamento das obras do PAC, para ouvir das autoridades federais que o brasileiro tem complexo de vira-lata, que setores da sociedade não querem ver o Brasil crescendo e se desenvolvendo, ou mesmo que existem pessoas que não estão satisfeitas com o forte incremento no poder de compra da classe C, aquela que de fato aqueceu o consumo em nosso país nos últimos aos.
Todas estas afirmações são meras desculpas que são dadas quando não existe o que dizer sobre os assuntos em quest ao. Afinal, estamos já quase na metade do ano de 2011, nos aproximando velozmente da copa do mundo de 2014, e os problemas que tínhamos nos anos anteriores permanecem iguais ou piores. Os aeroportos do Brasil, alguns deles com uma taxa de utilização comparáveis aos mais ativos aeroportos do mundo, continuam com seus problemas de super-lotação, de falta de estrutura, ou mesmo de falta de condição de operação normal em caso de adversidades metorológicas, como o de Porto Alegre ou Curitiba. As nossas grandes cidades continuam com a mesma estrutura viária, cada vez mais sobrecarregada de automóveis, que a população brasileira, com o poder de compra fortalecido, compra em suaves 80 parcelas ou mais.
Quando se diz que no ritmo atual chegaremos no período da copa do mundo com a infra-estrututa insuficiente, que nossos aeroportos não estarão prontos para o acréscimo de movimento que teremos, que nossas cidades permanecem sem as adequadas condições de infra-estrutura básica para atender este grande evento, que estaremos ouvindo ? Claro, que temos complexo de vira-lata.
Difícil entender porque no Brasil se demora tanto para fazer as coisas, se deixa tudo para a última hora, para o último segundo. Parece mesmo que existe uma deliberada vontade de que os projetos necessitem ser desenvolvidos em caráter de urgência, onde os controles acabam flexibilizados, e os custos catapultados a estratosféricos valores.
Quando se tem a oportunidade de visitar cidades de países de primeiro mundo, como Genebra, se percebe que a distância que nos separa daquela realidade ainda é muito grande. Um lugar onde o transporte coletivo eficiente, adequado, atende as necessidades da população. Onde as pessoas se deslocam de bicicleta de suas casas até as estações de trem ou de metrô para então se utilizarem deste serviço, e ao final do dia fazer o caminho inverso. Os bondes modernos, ou VLT’s – Veículos Leves sobre Trilhos, completam as opções de transporte, com agilidade, sem poluição e muita adequação.
Dizer a verdade não é ter complexo de vira-lata, é apenas ser realista. Parece que os únicos que não percebem que mudanças importantes na forma de fazer as coisas precisam ser feitas, e feitas já, são justamente aqueles que possuem o mandado emprestato pela população para fazerem.
Corre-se o risco de assumir um discurso de que em função do crescimento econômico acentuado dos últimos anos, leia-se desde a instituição do plano real, e consequente melhora dos principais indicadores de nosso país, desde IDH até risco Brasil, tudo está perfeito, e nada precisa ser mudado.
A verdade é que para chegarmos perto da realidade que países verdadeiramente de primeiro mundo hoje possuem, como Canadá e Suiça, precisamos primeiro aceitar que é necessário mudar a forma de fazer as coisas, a forma de gerir a coisa pública, e a forma de encarar a educação. Depois que se assumir esta necessidade de mudança e se começar gradativamente a fazer algo para que isso venha a acontecer, é que se poderá falar de fato em desenvolvimento sustentável, duradouro, amplo, geral e irrestrito. Caso contrário, correremos o risco de nos tornarmos todos vira-latas afogados pela ausência de um desenvolvimento econômico que poderia vir a ser ser um tsunami, mas que acabou sendo apenas uma marolinha.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reunião e visita à sede da OIT em Genebra

Para encerrar os compromissos oficiais da missão de inspeção e organização da Comissão Organizadora do XII Forum Internacional de Administração e do VII Congresso Mundial de Administração, foi realizada uma visita a sede da OIT em Genebra. Fomos recebidos pelos seguintes representantes desta instituição: Anita Amorim, Especialisa em Relações Internacionais; Pedro Américo Furtado de Oliveira, Especialista Sênior em Trabalho Infantil e Diálogo Social; Carlos Carrión Crespo, Especialista em Serviços Públicos e Maria Beatriz Mello da Cunha, Analista de Programas.
Durante a reunião foi apresentado o projeto dos eventos a serem realizados este ano em Turim, o qu acabou motivando diversas novas idéias propostas pelo grupo da OIT. Cada um dos membros relatou as suas atividades e trouxe propostas de trabalhos conjuntos a serem desenvolvidos no futuro.
A reunião foi encerrada com uma visita a sede da OIT, ao plenário e às diversas instalações utilizadas por este importante organismo multilateral internacional.


  

sábado, 7 de maio de 2011

Deslocamento para a Suiça

Neste sábado, os membros do comitê gestor brasileiro do XII FIA e VII Congresso Mundial de Administração se deslocaram de Turim na Itália para Genebra, na Suiça, onde serão realizadas as próximas reuniões referentes ao evento.
Em função da geo-política peculiar da Europa, deu-se um fato curioso, que em pouquissimos lugares do mundo é possível de ocorrer. Há alguns anos atrás no Rio Grande do Sul em compromisso profissional, tive a oportunidade de fazer as refeições do dia em 3 diferentes países: café da manhã no Brasil (Bagé), almoço no Uruguai (Rivera) e jantar na Argentina (Passo de los Libres ). Esta situação inusitada repetiu-se neste dia, quando tomamos o café da manhã na Itália em Turim, almoçamos na França na pequena cidade de Domancy, e jantamos na bela e cosmopolita cidade de Genebra na Suiça. Todo o deslocamento, incluído o almoço, se deu em menos de 4 horas, em uma ampla auto-estrada, na maior parte do tempo, e com a companhia de inúmeras montanhas que fazem parte dos Alpes, além de muitos tuneis, diversos deles com mais de 2 km de extensão, por baixo de montanhas de mais de 4 mil metros de altura. Passamos também pelo maior dos túneis, aquele que fica sob o Montblanc ( ou Monte Bianco ), que tem cerca de 12 km de extensão, e que nos conduz até a entrada da cidade de Genebra, já dentro do território da Suiça, nação que não faz parte da Comunidade Econômica Europeia.
Genebra, por sinal, é a grata surpresa desta viagem, no sentido de que se trata de uma elegante cidade, onde grande parte das Organizações Internacionais multilaterais estão instaladas, desde a OIT até a FIFA. Por todos os lados se ouve sotaques diferentes, se vê pessoas de etnias diferentes, discutindo em idiomas por vezes difíceis de se identificar.
Os últimos dias dessa nossa viagem  preparatória ao evento se darão nesta cidade.

Cidade de Genebra

Proximidades do Lago Genebra

Os Alpes, próximo a fonteira entre Itália e França

Reuniao com OIT Turim

A tarde da sexta-feira, dia 6 de maio foi marcada pela visita que o grupo brasileiro fez a sede do Centro Internacional de Treinamento da OIT - Organização Internacional do Trabalho, com sede em Turim. Inicialmente fomos recebidos pelo Sr. Fernando Fonseca, responsável por programas de educação e intercâmbio. Através dele, conhecemos as instalações do centro de treinamento, visitando área administrativa e a área reservada para ações de treinamento e eventos. O centro de eventos é muito moderno com equipamentos da mais nova geração e a capacidade de atender um grande número de visitantes e participantes de cursos dos mais diversos lugares do mundo. Possui também hospedagem para os participantes dos cursos oferecidos pela instituição, bem comotoda a infra-estrutura de alimentação e lazer para melhor acomodar estas pessoas.

Ao finalda visita guiada fomos recebidos pelo Diretor Adjunto da OIT Turim, Sr. Dario Arrigoti, pelo Diretor dos Programas de Formação, Sr. Antonio Graziosi, pela Coordenadora de atividades para América Latina e Caribe, Sra. Mara Cerdeiro e pelo Chefe dos serviços administrativos, Sr. Giuseppe Zefola. Apos as devidas apresentações, o Adm. Valter Lemos fez uma apresentação do evento, conjuntamente com os demais membros da equipe brasileira. Foram levantadas as diversas formas possíveis de parceria entre as instituições, de modo a garantir o aproveitamento das mais adequadas competências dos envolvidos em cada aspecto da organização.

Ao final da reunião, ficou acertada a participaçào da OIT Turim como parceira estratégica institucional, de divulgação, indicação de palestrantes e painelistas, bem como na facilitação dos processos logísticos que venham a ser necessários. Outros possíveis pontos de participaçào da instituição no evento serão estudados nos próximos contatos.

Fernando Fonseca apresentando o Centro Internacional de Treinamento ao Grupo

Administradores Valter Lemos, Rogério Bohn e Sérgio Lobo

Vista parcial do Centro Internacional de Treinamento da OIT Turim

Reunião com Reitor da Universidade de Turim

Na manhã desta sexta-feira, dia 6 de maio, tivemos a mais importante reunião da viagem de inspeção e organização do XII FIA e VII Congresso Mundial de Administração.
Após a reunião do dia anterior com o Prof. Dr. Lorenzo Vasile, com quem conversamos discutindo detalhes do projeto e também que nos apresentou toda a infra-estrutura da Faculdade de Economia  da Universidade de Turim, tivemos a reunião com a tdo o grupo de trabalho designado pelo reitor, bem como com o próprio dirigente.
O reitor, Prof. Dr. Sergio Bortolani nos recebeu na sala da direção, juntamente com a Profa. Dra. Stefania Ninatti, vice-presidente para relações internacionais, com o Prof. Dr. Mauro Reginato, e com o Prof. Lorenzo Vasile. Após as devidas apresentações, fizemos uma detalhada explanação a respeito do congresso e da forma de condução e detalhamento que estão estruturadas. Foram discutidos aspecto relacionados a forma de participação da Faculdade de Economia da Universidade de Turim no evento, bem como o detalhamento da temática, a formação do comitê técnico, bem como do grupo de avaliadores da Universidade para análise e seleçào dos papers que forem enviados, após a chamada de trabalhos, em idioma italiano ou inglês. Discutiu-se os papeis de cada parceiro envolvido, bem como questões referentes aos horários e datas do evento, a estutura física do mesmo, além de aspectos ligados a logística e infra-estutura.
Ao final da reunião, o reitor garantiu a participação da Universidade como parceira dentro das condições que foram discutidas e negociadas com a equipe brasileira presente ao evento. Foi uma reunião muito positiva, que garantiu a realização do evento da forma como havia sido concebida  o envolvimento de forma profunda da Faculdade de Economia da Universidade de Turim em todos os principais aspectos do evento.
Termida esta reunião de carácter estratégico, foi imediatamente realizada outra reunião, de caráter mais tático e operacional, para detalhamento de procedimentos operacionais e definição de papeis, com a Profa. Stefania Ninatti e com a Sra. Suzanna Graziano.
no término das reuniões o grupo brasileiro saiu com a certeza de que mais um grande evento será realizado.

Reunião entre equipe brasileira e italiana


Foto com os membros da Universidade de Turim e da equipa brasileira

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Visitas aos Hoteis em Turim

Na tarde desta quinta-feira, os membros da comissão organizadora que estão fazendo a visita de inspeção a Turim com o objetivo de realizar todos os ajustes necessários à realizaçào do XII Fórum Internacional de Administração e do VII Congresso Mundial de Administração estiveram realizando visitas aos diversos hoteis que estão sendo sondados para acolherem os participantes brasileiros do congresso. Dentro desta análise, foram visitados 6 hoteis.
Foram inspecionados os quartos dos hoteis, bem como a recepçào e os principais serviços, além das áreas comuns. Também foram analisadas as disponibilidades dos hoteis relativamente a área para realizaçào de coquetel de abertura e/ou jantar de encerramento.
Também foi visitado o Centro de Eventos Lingotto, dentro a antiga fábrica da FIAT em Turim. trata-se de um espaço moderno, com salas que tem condições de acomodar desde 1900 pessoas ( a maior ) até 30 pessoas ( a menor ). O centro de eventos possui acesso ao Shopping Center 8, que fica também na antiga fábrica da FIAT, juntamente com dois hoteis da rede NH.

Visita Universidade de Turim

Na manhã desta quinta-feira, estivemos realizando a primeira visita de inspeção na Universidade de Turim. Fomos recebidos pelo Prof. Dr. Lorenzo Vasile, que realizou uma apresentação sobre a universidade. Circulamos por todo o campus onde fica localizada a Faculdade de Economia. O prédio que tem mais de 400 anos foi construido em forma de ferradura originalmente. Ao centro da ferradura, existe uma velha cisterna de mais de 600 anos, ao redor da qual foi construida a nova e moderna área da faculdade. A área mais antiga era um abrigo para idosos que posteriormente foi transformado em ambiente de salas de aula. Conhecemos os diversos ambientes da Faculdade, bem como diversas salas de aula, que tem desde 50 até 400 lugares. Interessante notar que em diversas aulas os professores utilizam retro projetores como instrumento de apresentação. Na Faculdade a frequencia dos alunos não é obrigatória, o que faz com que nos períodos anteriores àsavaliações, muitos não venham a aula para realizar seus estudos em casa. Durante a visita fomos acompanhados também pela aluna Marianna Ambrosio, do curso de economia, que serviu de tradutora. Ao final da visita, conversamos com o Prof. Vasile sobre algumas idéias para o Congresso, quais os ambientes mais adequados, dentre os que visitamos, e também discutimos aspectos referentes a possibilidade de utilização de alguns dos espaços do campus para realização das refeições.
Foi um encontro muito positivo, que terá continuidade amanhã, onde seremos recebidos pelo reitor para acertar todos os detalhes da parceria de realização do evento.





quarta-feira, 4 de maio de 2011

Turim e Milão

Visita a MIP de Milão

Dentro de nossa viagem preparatória do Congresso Mundial e Fórum Mundial de Administração, tivemos hoje pela manhã uma importante visita à Escola de Administração do Instituto Politécnico de Milão. Fomos recebidos pelo Diretor, Sr. Giuliano Noci que nos apresentou a instituição e falou a respeito de sua atuação. Também prticipou da reunião a Sra. Ilaria Fava, Gestora de Relações Internacionais. O Instituto Politécnico é uma instituição pública, mas a escola de Administração, no formato das Business School, tem participação também de empresas privadas em seu controle. Assim, grandes empresas como a Fiat e a Pirelli, fazem parte do conselho da MIP, são detentoras de parte do controle da mesma, e além disto, acabam utilizando-se dos próprios serviços da Faculdade para preparar os seus profissionais. Trata-se de um interessante círculo virtuoso, que gera resultados interessantes, como nos comentou o Prof. Giuliano, que manifestou que nos últimos 5 anos, o faturamento da Business School foi multiplicado por seis.
Tivemos a oportunidade também de fazer uma visita a instituição que tem um foco prioritário dos países do BRIC - Brasil, Índia, China e Rússia, com cursos desenvolvidos in company para empresas destas nações em especial. Segundo ele, o Brasil é um parceiro estratégico para a Universidade e mais ainda um Conselho que representa mais de 300.000 profissionais.
Também foi apresentado para nós parte do portfólio de cursos disponibilizados pela instituição, que vão deste a graduação, até o pós graduação latu senso, bem como os MBAs que aqui na Europa são considerados cursos de pós graduação strictu senso, ou seja são mestrados.
Trata-se de uma instituição muito organizada e que está instalada há dois anos em uma região que anteriormente abrigava uma série de indústrias. Hoje, a área remodelada abriga um dos campus da Universidade. Juntamente comigo estavam os Conselheiros Federais do CFA Valter Lemos e Sérgio Lobo. Agora, seguindo para Turim, onde continuaremos a nossa agenda.


Aeroporto Salgado Filho e o tempo

O início de nossa viagem de inspeção aos locais e instalações do VII Congresso Mundial de Administração e XII Forum Internacional de Administração poderiam ter sido melhor.

Em Porto Alegre, qualquer pessoa mais ou menos experimentada nas lides de viagem, sabe que não se pode marcar vôos com saída no início da manhã, em especial nos meses de outono e inverno, pois basta um pouco de neblina para que o aeroporto feche e nenhum vôo possa pousar ou decolar. Assim, agendamos o nosso vôo para as primeiras horas da tarde, com tempo suficiente para chegar a São Paulo e pegar o vôo para Milão.

Entretanto,  Porto Alegre amanheceu com uma chuva fina mas constante, e uma neblina forte, que manteve fechado o aeroporto desde o início da manhã. Resultado ? Aquela incerteza angustiante que se vive em um aeroporto quando se tem outros vôos que dependem de se chegar a tempo, e compromissos importantes agendados do outro lado do mundo. Pessoas que estão confiando em nossa palavra e aceitam, mesmo sem ter conhecido pessoalmente, desenvolver importantes projetos em conjunto, sentar e conversar.

E isso pode ficar prejudicado em função de um prosaico nevoeiro que impede os vôos de chegarem a Porto Alegre e por consequencia, de sairem a tempo de se tomar o vôo ao destino final.

A pergunta que poderia se fazer é se foi este ano que se iniciou esta dificuldade no aeroporto de Porto Alegre . A resposta ? Nao. Entao foi ano passado, poderia fazer a pergunta algum parceiro internacional do evento, tentando entender a falta de solução para o caso. Resposta ? Claro que não. Desde que o aeroporto Salgado Filho existe, e já se vão muitas décadas, ocorre esta dificuldade. Mas então, porque as autoridades responsáveis não tomam as devidas providências para os evitar prejuizos causados  pelos contínuos atrasos dos vôos, perdas de conexões, perdas de negócios e de paciência ?

Pergunta sem resposta. Pode-se atribuir a falta de solução a uma série de organismos governamentais, pode-se jogar a culpa para a prefeitura, o governo do estado, o governo federal, mas isso tudo é pouco relevante. O fato é que pelo que se sabe, a solução deste problema passa pela instalação de equipamentos adequados para permitir a aproximação dos aviões mesmo com reduzida ou nenhuma visibilidade.  E que para isso é necessário também ampliar a pista do aeroporto.  E que para isso era necessário se realocar um grande número de famílias que estavam vivendo na cabeceira da pista.

O detalhe, é que as famílias foram relocadas pela prefeitura. Falta as demais instâncias assumirem a responsabilidade e resolver de uma vez este problema.

Ou será que vai se esperar a copa do mundo de 2014 para que  Brasil faça um fiasco gigantesco no aspecto de logística interna de transporte ?

Quantoao vôo, foi possível pegá-lo a tempo em São Paulo, após interminável espera no Aeroporto Salgado Filho. Eu consegui pegar. Mas muitas pessoas que estavam aguardando seus vôos não conseguiram. Até quando ?

Agora, rumo a Milão.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A lei sobre as palavras de origem estrangeiras - esperança ?

Alguns comentários sobre esta absurda lei e os seus desdobramentos

Pensamentos em video

Segue o primeiro video com comentários

sábado, 23 de abril de 2011

Pensamento de Administrador no Youtube

Estou iniciando a inserir comentários gravados e entrevistas lá no Youtube. Preparei uma vinheta de abertura para dar início aos trabalhos. Nos próximos dias, estarei gravando os primeiros comentários. Ah sim... a vinheta está abaixo. Quer dar uma olhada ?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

E quando se pensa que já se viu de tudo...

Nesta Páscoa, muitas pessoas aproveitaram o feriadão de 4 dias, aliás o último do ano, para dar uma fugidinha até a praia, aqui no RS. Um dos caminhos mais frequentes para se fazer esta viagem é através da free-way. Para estas pessoas, no entanto, terá de ser dado um feed-back. Apesar da performance dos nossos políticos nos últimos anos, parece que eles conseguiram mais um feito inacreditável. Parece que fazem questão de fazer um marketing negativo, cada vez de forma mais intensa. Opa !! Perdão !! Se a nova lei aprovada aqui na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul de fato for sancionada pelo nosso governador, este texto teria que passar por importantes alterações. Nada de se escrever free-way, feed-back, performance ou mesmo marketing. Afinal, são palavras de origem norte-americana. E segundo um "brilhante" deputado gaúcho, devemos lutar contra o "imperialismo cultural", e por isso, nada de de usar palavras em idiomas estrangeiros. E os teros técnicos das profissões, como ficam ? E aquelas palavras que já são costumeiramente utilizadas pelas pessoas em seu dia-a-dia ?  Como fica o blu-ray, substituto do DVD ? Vai virar o raio azul ? Ridículo.
Parece que uma das justificativas seria a defesa do idioma nacional, e foi inclusive citado o caso de Quebec, no Canadá, única província daquele país, e única região da América do Norte que fala o idioma francês. Excelente local, maravilhosa região e povo super simpático. E realmente, naquele caso, envolvido pelo Canadá e muito próximo dos Estados Unidos, deve existir um esforço para preservar o idioma nacional, francês. Mas aqui ?
Qual a ameaça ? Sermos invadidos pelo idioma espanhol ? Sim, afinal estamos cercados de idioma espanhol por todos os lados. Mas não... a preocupação é basicamente com o inglês. Dá pra entender ?
Mais interessante ainda é que se formos ao fundo nesta questão, podemos perceber que, na verdade, os " invasores imperialistas" do Brasil foram os Portugueses. Sim, não foram eles que em 1500 estiveram aqui para acabar com a paz de nossos índios e impor sua cultura, sua religião e ... sua... língua ?
Então quem sabe este nobre deputado poderia pensar em alterar a lei, obrigando que de fato o idioma "mãe" do Brasil tenha que ser falado, e todas as outras palavras de origem diferente, não mais permitidas ?
Deste modo, brevemente teríamos este texto escrito em tupi-guarani, e quem sabe aboliríamos totalmente o português das escolas, língua também imposta pelos imperialistas portuguêses ?
Lamentável. Penso que existe tantas coisas muitíssimo mais importantes para se preocupar do que em querer impor, o não uso de determinadas palavras, e impedir o que de mais rico existe em nosso país, que é o mix de culturas.
Bom.. por enquanto ainda podemos utilizar a palavra mix. Deputados... vamos nos preocupar com coisas verdadeiramente relevantes ?

sábado, 26 de março de 2011

O porto de muitos casais

O porto de muitos casais


Desde que aqueles casais de açorianos chegaram, e lá se vão 239 anos, esta capital da nossa província de São Pedro evoluiu de forma intensa e importante. Aquele pequeno lugarejo dos idos de 1772 transformou-se nesta moderna e complexa metrópole que conhecemos nos dias de hoje. Sob os céus de Porto Alegre, quase 1 milhão e meio de pessoas estão respirando o ar de nossa cidade, que ainda não é dos mais poluídos. A água que bebemos, mesmo quando ela tem gosto de terra e cheiro pouco agradável, chega a quase 95% da população que aqui se encontra. De cima de seus morros, temos algumas das vistas mais lindas que em uma capital se é possível ter, no nosso Brasil. O pôr do sol do Guaíba, rio, lago, estuário ou seja lá como se queira chama-lo, (e ele não se importa muito com isso, pra dizer a verdade), é um dos cenários que fazem por vezes os olhos se encherem de lágrimas ao vislumbra-lo; lágrimas de admiração, lágrimas de poesia pura, que lá acontece, quando o sol não está de folga. A avenida Beira-Rio, com seu verde intenso, com sua vizinhança esportiva, dos atletas de ocasião no parque Marinha ou de um certo estádio nas proximidades, templo para alguns, lugar indesejado para outros, conduz os veículos do centro ao sul de nossa cidade, passando por onde logo teremos mais um museu, entre vários que nossa capital possui.

Para quem gosta, os shoppings são refúgio, são lazer, são local de trabalho e de novidades. E nossa capital está repleta deles, dos mais simples e populares, aos mais sofisticados, destinados ao público mais exigente. Nos hotéis luxuosos, ou nas pensões de viajantes com poucos recursos, podemos passar a noite na companhia das estrelas que podemos ver de nossa janela. Podemos andar por calçadas que prometam a fama, e que tantos lugares interessantes oferecem, para os paladares sofisticados ou não. Quem sabe ir na cidade que não é assim tão baixa, mas que era o início do fim da zona urbana num passado já não tão próximo. Ou circular pelas badaladas casas noturnas de nossa capital, conhecidas nacionalmente, e que entre cafés, dados e grutas, preenchem todos os gostos. Aos aficcionados da 7a. arte, nosso Porto deixa para os casais muitas opções. Os cinemas que aqui temos são de dar orgulho aos que os freqüentam. Boas opções, bem distribuídas e com as ultimas novidades que aqui chegam, e que por vezes por aqui estréiam.

E muitos que aqui diariamente passam, adotam esta cidade para trabalhar, mas vem de longe, de outras cidades de nossa região metropolitana, sendo ilustres visitantes diários.

Talvez pudéssemos pensar por alguns momentos, depois de refletirmos com um olhar poético que estamos em um paraíso. Pena que esse pensamento dure somente até encontrarmos aquele menino na esquina pedindo esmola, ou aqueles tantos que moram embaixo dos viadutos e pontes de nossa capital. Veríamos logo que estamos numa cidade de muitos problemas, quando assistimos pela TV uma vila popular em chamas em plena metrópole, e 200 casas sendo queimadas. Sentimos na pele que não estamos num paraíso quando temos nossas casas invadidas, nossas coisas roubadas ou quando temos medo de andar nas ruas, por vezes escuras e sem segurança. Aqueles congestionamentos de inicio da manhã ou de final de tarde e aqueles indesejáveis e intragáveis flanelinhas que infernizam a vida dos motoristas, fazem o toque final e nos lembram que estamos em uma cidade linda, com grandes belezas e sofisticações, mas que é uma cidade como todas as outras, no que se refere as dificuldades, aos problemas, as desilusões. Por que nesta nossa capital de todos os gaúchos, habitam todos os tipos de casais. Daqueles da Bela Vista, um dos nossos bairros nobres, àqueles que habitam em morros ou em tantos casebres distribuídos pela nossa capital. Estes últimos, por vezes sem luz, sem água, sem um mínimo de dignidade humana, lutando diariamente para sobreviver e para alimentar as suas famílias com decência e sem entrar na tentação do crime, são heróis silenciosos de nossa metrópole. Não são os únicos heróis, pois aqui tivemos golpes militares vitoriosos e frustrados, temos empreendedores que lutam para criar e manter empregos nestes dias de dificuldade, temos jovens que buscam seu caminho, numa era de incertezas, e temos principalmente, cidadãos, estes os verdadeiros donos da nossa capital, aqueles que tiveram e sempre terão o verdadeiro poder nas mãos, o poder de transformar as coisas através de sua mobilização, através de sua organização e através de seu voto. Porque neste momento, no momento da decisão de apertar o botão verde da urna eletrônica, Porto Alegre se transforma de verdade naquele porto, no porto de todos os casais. Parabéns Porto Alegre pelos 239 anos de vitórias e lutas.

Mediação e arbitragem - O papel do mediador

O papel do mediador


A cada dia que passa, as complexidades do mercado vão aumentando. Novos tipos de negócios vão surgindo, tomando o lugar daqueles que tradicionalmente existiam, ou pelo menos fazendo com que estes antigos negócios tenham que se adaptar de maneira importante. Juntamente com esses novos negócios e com a adaptação dos antigos, surge a necessidade de novos tipos de acordos entre as empresas, novos tipos de contratos, de modo que permaneçam da melhor forma possível os vínculos entre as empresas ou entre as pessoas envolvidas em negócios.

Por mais que avance a tecnologia, os tipos de negócios e o conhecimento, permanece a necessidade do regramento das atividades, e principalmente dos acordos. Na verdade cresce esta necessidade, à medida que crescem os mais diferentes tipos de atividades humanas, que por se tornarem cada vez mais complexas acabam gerando conflitos inevitavelmente em algum momento da trajetória dos negócios realizados.

Em muitas situações, eventuais parceiros de negócios, muitas vezes com inúmeras operações realizadas em conjunto e com muitas ainda por realizar, divergem em uma determinada situação que envolva as suas relações.

Estas partes, tem o máximo interesse em continuar a realizar o restante dos seus negócios em conjunto, de concluir da melhor forma possível os contratos de que dispõem em conjunto, mas para que os negócios possam seguir na sua normalidade, é imperioso resolver esta importante divergência que atrapalha o bom andamento das atividades.

De outro lado, existe o fator tempo, que também é significativo, pois enquanto as pendências não estiverem resolvidas, e por a normalidade não estar atingida, estão ocorrendo prejuízos de alguma espécie, seja em termos de confiança, de relacionamento ou diretamente financeiros mesmo.

Em casos como este, onde existe uma relação de confiança entre as partes, o interesse fundamental de resolver o impasse que existe entre elas, e a necessidade de celeridade em todo este processo, pode-se aplicar uma forma dos chamados MESC - Métodos Extrajudiciais de Solução de Conflitos.

Estes métodos primam por evitar a necessidade do uso da justiça estatal, notadamente lenta, e que tende a trazer dificuldades mais profundas de relacionamento entre as partes, uma vez que inevitavelmente, haverá uma parte vencida e uma parte vencedora.

Utilizando-se a Mediação, que é um dos MESC, e mediante a existência dos pressupostos que já foram citados, é possível resolver conflitos como estes de forma rápida, menos onerosa e com menores seqüelas no relacionamento.

Para que se possa fazer isso, as partes em comum acordo, deve escolher um mediador, que é uma figura de notória confiabilidade que as partes estarão buscando, por sua livre vontade, para auxiliar na solução do conflito.

O mediador não é um juiz, e não deverá indicar a solução dos problemas. Também não estará censurando ou indicando eventuais caminhos que existam para se buscar a resolução do impasse.

A função principal que um mediador deve exercer é a de estabelecer ou reestabelecer um canal de comunicação entre as partes envolvidas no conflito. Muitas vezes este canal está fechado, justamente devido ao problema existente, que pode diminuir o grau de confiança e de abertura entre elas.

Por esta razão, o mediador deve ser absolutamente neutro para com as partes, de modo a poder conquistar a confiança delas, e paulatinamente ir eliminando as barreiras de comunicação que tenham se estabelecido ao longo da existência do conflito.

O mediador deve interferir o menos possível no andar das conversações, sendo um verdadeiro aproximador, um elemento de agregação das partes, alguém que vai fazer com que as partes antes distantes e com falta de confiança entre elas, voltem a poder conversar, negociar, e buscar conjuntamente o melhor caminho para poder solucionar aquele momento de desentendimento.

Quanto menos percebida for a atuação do mediador no processo, mais fácil para as partes buscarem o entendimento, pois não estarão se sentindo manipuladas no processo, e não estarão sentindo parcialidade por parte do terceiro envolvido.

O mediador precisa ter condições de identificar junto as partes envolvidas as verdadeiras razões, os verdadeiros interesses que estão por trás do problema em questão. Muitas vezes nem mesmo as partes são capazes de identificar as raízes do conflito. Assim, esta é uma das maiores dificuldades que o mediador estará enfrentando dentro do processo.

Para ter condições de realizar esta tarefa, o mediador deve utilizar-se de várias ferramentas, como a observação das partes envolvidas e principalmente o questionamento.

Através da aplicação destas ações e de múltiplas técnicas, será possível para o mediador penetrar em profundidade no que realmente está sendo discutido entre aquelas pessoas, e deste modo poder facilitar o processo de comunicação e negociação de uma forma mais direta e eficaz.

Uma vez identificados os reais interesses das partes envolvidas e os verdadeiros problemas que estão sendo discutidos, devem ser apresentadas opções para que se resolvam estes problemas, de modo que as partes, em comum acordo, possam encontrar aquela que mais sejam adequadas aquele caso, naquelas circunstâncias.

O ponto culminante de um processo de mediação é quando o mediador após ter tido a habilidade de ouvir as partes, aproxima-las e auxiliar no processo de negociação, consegue fazer com que as mesmas cheguem a um acordo. Neste momento é de vital importância que seja escrito este acordo, para que o mesmo seja claramente conhecido pelas partes, para que não paire nenhuma espécie de dúvida sobre o que ficou decidido, e para que as decisões possam ser cobradas nos devidos prazos.

Neste ponto, é também importante frisar que o papel do mediador não é de emitir qualquer tipo de juízo a respeito do acordo que está sendo firmado, pois quem tem o poder de decisão sobre o mesmo são as partes, e por mais que um terceiro perceba de maneira diferente, se as partes estiverem satisfeitas, é o suficiente para que o acordo seja celebrado.

E fundamentalmente, há de se lembrar que o papel do mediador exige o mais absoluto sigilo sobre tudo o que foi discutido, sobre toda a problemática que foi analisada e sobre os termos do acordo firmado.

Esta modalidade de solução de conflitos, quando exercida por profissionais com os necessários requisitos, e com a colaboração das partes, tende a ser um enorme mecanismo de agilização para as empresas/pessoas envolvidas. A solução para difíceis impasses vem de forma rápida, menos traumática e notadamente em forma de consenso entre as partes.

Sem dúvida alguma é uma forma de solução de conflitos moderna, e que deverá estar sendo cada vez mais utilizada pelas empresas na busca de agilização para seus momentos de confrontos.

E cada vez mais se buscará mediadores revestidos dos conhecimentos técnicos necessários para a boa condução dos processos, de forma rápida, sigilosa, confiável e eficaz.

Poder judiciário e arbitragem

Poder judiciário e arbitragem


No moderno mundo dos negócios de hoje, existe algumas palavras chave que norteiam as atividades das empresas e das pessoas. Muitas são importantes, mas há pelo menos duas que são fundamentais: agilidade e economia.

Por agilidade podemos entender a capacidade da pessoa ou da empresa resolverem de forma adequada e rápida aquele assunto a que ela está se propondo, seja este assunto referente a operação da própria empresa, seja a solução de um problema, ou mesmo a solução de um determinado conflito.

Quando mais a empresa ou pessoa tiver condições de ser ágil na conclusão das ações a que ela se propor, mais ela estará trabalhando no sentido de atingir a outra palavra de igual importância, referida anteriormente.
Agilidade hoje significa redução de custos, diminuição de tempo e de pessoas envolvidas, ganho de produtividade e otimização de recursos. Agilidade hoje é sinônimo de economia.

Deste modo, as empresas buscam a agilidade não somente para atender de forma mais adequada os seus clientes internos e externos, mas também para ter um ganho real importante, que pode ser decisivo na diminuição de custos e aumento das margens de lucro, no mercado extremamente competitivo que vivemos.

Quando uma empresa ou uma pessoa se vê envolvida com o poder judiciário em nosso país, surgem certamente duas palavras que são exatamente o oposto das desejadas e já discutidas. Lentidão e gasto de recursos, muitas vezes sem que se possa ter uma idéia mais concreta de até onde eles chegarão.

O sistema jurídico de nosso país permite que processos de pequena complexidade tenham uma permanência dentro do âmbito judicial de muitos anos, em função de inúmeros recursos que podem ser impetrados, nas mais diversas instancias do poder.

Pequenos problemas que poderiam ser facilmente resolvidos, com pequeno prejuízo para as partes envolvidas, acabam se tornando ao longo dos anos, fonte de conflitos ainda maiores, fonte de gastos importantes e de demoras planejadas em se resolver uma determinada situação.

Muitas empresas ou pessoas aproveitam deste emaranhado de recursos e instancias para protelar a solução do problema efetivamente em questão, ganhando tempo e por vezes provocando prejuízos a outra parte envolvida.

Nosso poder judiciário é lento também pelo acúmulo de processos, que mesmo tendo decisão contrária em instancias superiores em casos semelhantes, são repetidamente encaminhados aos juizes de primeira instancia que se vêem obrigados a dar pareceres sobre situações que eles mesmos sabem que serão discutidas durante anos a fio para somente então encontrar o caminho da resolução do problema.

Perante esta realidade de dificuldades, lentidão e altos custos que são fatos concretos na maioria dos processos que envolvem o nosso poder judiciário, há que se buscar alternativas mais viáveis para a resolução de conflitos.

Assim, a arbitragem pode ser uma destas formas de resolução de conflitos, sem a necessidade de uso da máquina judiciária estatal.

Longe de querer usurpar o poder dos juizes estatais, esta modalidade de resolução de conflitos vem auxilia-los, através da rápida resolução de fatos que poderiam estar atravancando ainda mais as já sobrecarregadas varas de nossa justiça.

Ao contrário dos juízes de direito, que assim o são 24 horas por dia, em todos os momentos, ao longo de toda a sua vida profissional, o árbitro somente o é quando a expressa vontade das partes envolvidas em uma situação de litígio assim entender e com ele firmar a utilização de um procedimento arbitral.

Antes do início, e após o término deste procedimento, o terceiro envolvido não é mais considerado um árbitro, salvo se estiver envolvido em outro procedimento arbitral. A principal característica de um procedimento arbitral é a soberania da vontade das partes. Elas constituem o procedimento arbitral, escolhendo este caminho, escolhendo a pessoa ou pessoas que estarão exercendo a função de árbitro, ou escolhendo qual a entidade que estará sendo utilizada para realizar a arbitragem. Tudo isto é definido através da Convenção de Arbitragem, manifesta pela cláusula compromissória ou pelo compromisso arbitral.

O tribunal arbitral é constituído uma vez designados os árbitros que estarão analisando a determinada questão. Uma vez constituído este tribunal o mesmo dispõe de no máximo 6 meses para chegar a uma sentença sobre o assunto em questão.

A sentença que for determinada pelo tribunal arbitral não pode ser alterada por qualquer juiz estatal. O que pode ocorrer, por eventuais erros de formalística ou por desrespeito aos prazos legais, é a anulação ou a declaração de inexistência ou nulidade da sentença arbitral. Mas jamais um juiz estatal pode modificar a sentença determinada por um tribunal arbitral.

Do mesmo modo, outro juiz arbitral também não pode modificar sentença que já tenha sido fornecida sobre um determinado tema, a menos que a expressa vontade das partes tenha permitido a possibilidade de recurso para uma ‘segunda instancia’ de juízo arbitral, o que é muito incomum e indesejado.

Uma vez determinada a sentença arbitral sobre uma questão, esta tem poder de ser executada, caso a parte vencida não tenha voluntariamente atendido a ela nos prazos definidos.

Pode-se perceber a enorme validade da utilização de tais procedimentos arbitrais. É difícil de se imaginar algum tipo de ação que percorra os caminhos da justiça estatal e que tenha sua conclusão no prazo máximo de 6 meses. Do mesmo modo, os custos com o tempo gasto no processo e em todos os seus recursos normalmente será muitas vezes maior do que aquele necessário para viabilizar a solução de um problema pelas vias do juízo arbitral.

A medida em que mais empresas e pessoas venham tomar conhecimento do funcionamento e das vantagens da utilização destes procedimentos, e em que entidades tomem para si a responsabilidade de administrar as câmaras de arbitragem com todas as suas questões organizacionais e burocráticas, dando-lhes suporte e credibilidade, este método passará a ter condições para a diminuição da sobrecarga do sistema judiciário estatal.

Muitos dos paises em estágio de desenvolvimento mais avançado do que o nosso Brasil já adotam há muito tempo tais procedimentos, servindo de exemplo para que o nosso incipiente sistema de juízo arbitral possa se espelhar.

Os prazos e as cobranças

Os prazos e as cobranças




Normalmente na nossa vida vivemos correndo contra o tempo. A cada instante, somos submetidos a limites impostos por nós mesmos ou por outros. As vezes é aquela conta que temos que pagar até um determinado dia, ou aquele trabalho que temos que desenvolver até a semana que vem, ou mesmo aquele novo filme que pegamos pra assistir e que temos que devolver até dali a dois dias.

O brasileiro tem fama de que só se preocupa em realizar as suas tarefas quando os prazos estão praticamente esgotados. Que não procura planejar ao longo do tempo disponível a melhor forma, a melhor estratégia para desenvolver a atividade, de modo a melhor utilizar-se do prazo. Claro que há um pouco de injustiça quando se faz uma afirmação dessas, mas a verdade é que em geral, o brasileiro realmente deixa tudo para a ultima hora, se não for mesmo para o último minuto.

Mas então, será que os prazos e as cobranças são mesmo os vilões da história? Por mais desagradável que seja saber que temos um prazo se esgotando, ou que temos alguém preparado para nos cobrar por uma determinada tarefa, a verdade é que os prazos e as cobranças são uma forma importante de motivação que temos.

Não houvessem os prazos, deixaríamos para realizar aquelas atividades que não gostamos, por mais importantes que fossem, somente quando verdadeiramente estivéssemos dispostos a faze-la. De outro lado, somente estaríamos preocupados com aquelas coisas que gostamos, somente estaríamos fazendo o que achamos agradável, prazeiroso.

Claro que é uma forma bastante discutível de se encarar as coisas, mas a verdade é que se passarmos a aproveitar o fator motivacional que temos, através dos prazos, podemos ter até mesmo um considerável ganho de produtividade. Podemos passar a produzir com mais qualidade e rapidez, se prestarmos atenção nos prazos que temos, organizarmos as nossas tarefas em função disso, e consideramos que estes prazos são uma diferente espécie de aliados que temos para desenvolver nossas tarefas.

Por outro lado, quando sabemos que existe uma pessoa ou grupo de pessoas que estará nos cobrando pela realização de uma tarefa, ou que estará analisando o que fizemos, para verificar o grau de qualidade, a forma como foi desenvolvido o trabalho e seu resultado, com certeza passaremos a desenvolve-lo com muito mais cuidado, interesse e qualidade, do que na situação em que ninguém estará nos cobrando pelo trabalho realizado.

Muitas vezes ao final do desenvolvimento de uma tarefa, pensamos que poderíamos tê-la executado de uma forma mais rápida e de melhor qualidade. Mas se somos nós mesmos a cobrar, as vezes somos por demais exigentes, ou por demais condescendentes, e somente algumas vezes realmente justos conosco mesmos.



As auditorias, as conferências, as análises posteriores, realizadas por pessoas que vem verificar o nosso trabalho, podem ser também um objeto de preocupação, de um certo receio. Mas com certeza podemos encará-las com os olhos de mais uma razão para desenvolvermos logo o nosso trabalho, a nossa atividade, da forma mais rápida e de melhor qualidade com que tivermos condições de atuar.



Procurar ver o lado bom das adversidades ou das coisas que nos desagradam, que nos pressionam, nem sempre é fácil, nem sempre é algo que conseguimos. Mas se pudermos desenvolver esta habilidade, estaremos aproveitando uma grande fonte de energia motivacional, e poderemos estar desenvolvendo um trabalho com diferencial em relação aos nossos concorrentes, sejam eles quem forem.



Sem prazos, sem cobranças, o bicho homem pode acabar sendo um pouco mais próximo de um outro bicho... o bicho preguiça.

Identificando os momentos de decisão

Identificando os momentos de decisão




Cada um de nós vive a cada momento um instante em que precisa definir o que deve ou que não deve fazer. Em cada instante, tomamos alguma decisão, realizamos alguma escolha, que trás com ela, inevitavelmente, uma renúncia. Se escolhemos entrar por uma rua, ou atravessar para o outro lado da calçada, estamos imediatamente renunciado a outra opção que tínhamos. Não é nenhuma novidade para nós, estarmos deparados com aquele instante em que precisamos colocar de lado todos os demais afazeres, todos os demais planos, para enfrentar um momento importante, ou uma decisão inadiável.



Se levarmos essa nossa necessidade para o campo profissional, também lá temos ainda mais, a obrigação de tomar as decisões que vão nos levar a tomar as atitudes necessárias para manter no rumo desejado os nossos negócios, as nossas obrigações, as nossas metas. Ou, se assim for necessário, para mudar o rumo que vínhamos tendo, procurando encontrar novas soluções ou novos caminhos para poder corrigir aquilo que não está devidamente de acordo com o que nós queremos.



Muitas destas decisões são tomadas sem que ao menos tenhamos que refletir muito sobre elas, quase que automaticamente, baseadas nos indicadores que temos, na nossa própria certeza e nos dados que temos. Em alguns segundos, mudamos o rumo de nossas atitudes ou as mantemos como estavam.



E esta é a obrigação que o mundo em que vivemos nos dá, ser rápidos nos processos de tomada de decisão e de reação, para evitar que sejamos sobrepujados pelos nossos concorrentes ou que adotemos uma atitude demasiadamente tarde, ou baseada em dados inadequados. Velocidade, agilidade, reflexão cada vez mais rápida.



Entretanto, existem determinados momentos, e determinadas decisões que obrigatoriamente devem ser tomadas com mais cuidado, com muito maior reflexão e analisando o maior número de detalhes possíveis.

Apesar de a cada instante estamos tomando decisões, estes momentos especialmente importantes são os chamados ´Momentos de Decisão´. Neles é que somos obrigados a alterar de forma mais profunda os nossos rumos, a tomar as medidas mais difíceis ou aquelas mais impactantes. E muitas vezes, temos dificuldades de identificar quais são estas decisões que precisamos de maior cuidado para tomar. Ou, se as identificamos, acabamos não dando a elas a devida atenção e a devida reflexão.

As grandes decisões de nossa vida, são facilmente identificáveis quando vem acompanhadas de alguma tragédia pessoal ou profissional, que as torna não menos difíceis, mas menos ocultas. Difícil é identificar dentre todas aquelas que temos que enfrentar no nosso dia a dia, as que gerarão impactos mais profundos para nós mesmos, para nossos negócios ou nossos colaboradores.



Claro que cada circunstância é diferente, e isso torna impossível a existência de fórmulas prontas para identificar estes momentos, mas o que se pode fazer para torna-los mais claros na nossa mente, e para que tenhamos com eles a devida atenção, é dedicar alguns instantes a mais antes das nossas decisões mais corriqueiras.

Aumentar em alguns segundos o nosso processo de decisão ou de reação, e aproveitar estes instantes a mais para meditar sobre as conseqüências das atitudes que iremos tomar, ou sobre cada uma das possibilidades que temos, nos dá mais chance de tomarmos a decisão correta, ou pelo menos nos dá a chance de evitar os erros mais grosseiros.



E talvez, desta forma, possamos tomar grandes decisões, aquelas que de fato afetam as nossas vidas, aquelas que mudam os nossos caminhos, de forma mais clara e mais tranqüila, e sem que as tenhamos diferenciado daquelas decisões mais corriqueiras de nossos dias.

Afinal, muitas vezes os desdobramentos de pequenos atos, acabam sendo extremamente importantes e influentes no prosseguimento de nosso trabalho e de nossas vidas.

Empreender para vencer

Empreender para vencer




Todos os dias, em todas as partes do mundo, o sol se levanta pela manhã, e com ele chegam todas as responsabilidades e todas as obrigações que as pessoas tem. Junto com o sol, surgem a cada dia as contas que temos que pagar, as pessoas com quem temos que conversar, os desafios que temos que superar. Não importa onde estejamos, não importa qual o tipo de atividade em que estivermos envolvidos, não importa o grau de escolaridade que tenhamos, nem mesmo a idade que nós já tenhamos acumulado. Uma das certezas da vida é que o sol estará presente na manhã seguinte, e que teremos muitos desafios a enfrentar no nosso caminho. Claro, por vezes o sol fica escondido por trás das nuvens, e sequer podemos vê-lo. Mas sabemos que ele lá está, acima de todas as nuvens, soberano, imponente, gracioso e poderoso.

Assim também nas nossas vidas, os nossos compromissos, as nossas obrigações, as nossas responsabilidades estão presentes sempre. Mesmo que tenhamos vontade de esquece-los, ou de fingir que não existem, lá estão, esperando por nós, a cada novo dia.

Num país em um estágio econômico que costumamos chamar de ´em desenvolvimento´ como é o caso do Brasil, temos que agregar as nossas responsabilidades do dia a dia, um grau de incerteza bastante considerável. As regras econômicas de nosso país estão bem mais estáveis do que uma década atrás. Mas não temos a certeza de que algum novo escândalo não surgiu, no governo ( federal, estadual ou municipal), ou que as fragilidades de nossa macro-economia não tenham feito com que em função de alguma instabilidade internacional o dólar subitamente tenha se valorizado 10% em pouco mais de 2-3 dias.

Tudo isso torna o nosso trabalho mais difícil, e por mais que tenhamos exercitado o nosso dom da futurologia, realizando os nossos planejamentos estratégicos, seja nas nossas empresas ou nas nossas vidas, não temos condições de saber o que está nos aguardando naquela nova manhã.

Mais ainda... nestes tempos pós Bin-Laden, as vezes ficamos esperando o noticiário pra saber em que parte do mundo desta vez as bombas explodiram, qual o novo ataque, onde ocorreu a tragédia do dia.

Tudo isso serve de pano de fundo para aquelas nossas atividades... o nosso trabalho, o humor de nossos chefes ou dos nossos funcionários, as dificuldades em entender e atender os nossos clientes, internos e externos. Os prazos que parecem ser cada vez mais curtos quando temos que pagar uma conta, e cada vez mais longos quando temos que recebe-la. As nossas famílias que cobram, com razão, um momento a mais de dedicação para com elas, um momento a menos de preocupação com os negócios, com os estudos, com as contas, com a vida ´dos outros´.

Não... quando nascemos ninguém nos disse que a vida seria fácil, e por isso não tivemos essa ilusão. Mas a todo momento as pessoas e as coisas insistem em nos mostrar que as coisas são complicadas, são difíceis.

O que fazer para vencer cada novo dia, e com ele cada um dos novos ( e velhos ) desafios ? Só existe uma forma... empreender.

Sim, empreender na mais ampla concepção da palavra... perceber os desafios, as dificuldades, os problemas, e buscar soluções para cada um deles. Procurar aliados para junto conosco burlar as incertezas e os momentos de insegurança, aqueles onde procuramos de todas as formas provar a nós mesmos que não conseguimos, que não temos força, que não somos capazes.

E a cada dia temos a obrigação, mais do que a opção, de ser empreendedores. A obrigação de ter em nossas vidas aquilo que de melhor existe dentro de nós e nos impulsiona a encontrar as soluções. Não importa se somos estudantes de uma faculdade ainda no primeiro semestre, se estamos preocupados com os primeiros dias de nosso estágio, se temos uma empresa com 10.000 funcionários para conduzir, se somos funcionários dentro de uma organização onde temos uma chefia a responder, ou mesmo se somos responsáveis por toda uma cidade, um estado ou um país.

Não importa. Dentro daquelas certezas da vida, (e o fato de que iremos pagar muitos impostos é uma delas), está a necessidade de sermos a cada dia mais e mais empreendedores, dentro da atividade que exercemos, dentro da organização que trabalhamos, dentro do local que estudamos, dentro do momento que vivemos.

Afinal de contas, pra podermos vencer, não existe outro caminho a não ser termos este sentimento empreendedor dentro de nós, e exercita-lo a cada dia, com mais e mais intensidade. Somos empreendedores aqui no Brasil, e só venceremos os desafios e as limitações que temos, com criatividade, inovação e coragem. E no Brasil, temos a cultura da adaptação, que pode ser uma grande vantagem, se não for usada somente como ´jeitinho´, mas como forma de enfrentar as incertezas do mercado, se adaptar aos novos momentos, e construir rapidamente as novas soluções que o mercado exige.

Podemos ser muito mais competitivos, por sermos mais ágeis para implementar mudanças, para enfrentar os problemas.





Vamos arregaçar as mangas e trabalhar, e empreender. Assim, e somente assim, vamos construir algo melhor para o futuro. Empreender para vencer. Esse é o desafio.

Capacitação empreendedora

Capacitação empreendedora




Uma das escolhas mais difíceis na vida de uma pessoa que habita este nosso planeta nestes primeiros anos do século XXI é qual carreira seguir. De um lado está o interesse por uma determinada área, a paixão por uma atividade, que é fundamental, mas que não é o único aspecto a ser considerado. De outro lado está a realidade do mercado, que cria novas atividades, novas profissões, a medida em que o avanço tecnológico prossegue correndo a passos largos. Este mesmo mercado, este mesmo avanço tecnológico também produz a obsolescência de atividades que durante décadas foram consideradas importantes. E no meio disto tudo está a pessoa que precisa definir como conduzir a sua escolha de carreira.

Como conduzir esta escolha, considerando todos estes fatores, pode ser um dos grandes fatores de geração de stress para os adolescentes, ou para qualquer um que está atravessando este momento em sua vida.

Mas o mundo de hoje também permite que tenhamos mais de uma carreira, ou que pelo menos, tenhamos a condição de alterar a nossa escolha mais na frente. O fato de termos escolhido uma determinada trilha a seguir, não significa que teremos que caminhar por ela durante toda a nossa vida profissional. Hoje se aceita que os relacionamentos afetivos, os casamentos, podem não durar pela vida toda. Ora, podemos também nos ´divorciar´ de uma escolha profissional que não foi a mais adequada. Ou de uma escolha que pode ter sido ótima no momento em que foi feita, mas que com o passar do tempo, com a evolução do mercado e das pessoas, tornou-se menos interessante. Pode-se mudar, e o mercado aceita essa possibilidade.

Com certeza, esta possibilidade de vir a corrigir a ´rota´ de nossa vida profissional, é algo que torna menos pesada a tarefa de escolher nosso rumo, nossa carreira. Mas claro, isso não diminui a necessidade de uma escolha responsável e muito pensada, para evitar desperdício de recursos e de tempo, em nossas vidas. Afinal dinheiro, recursos, podem ser recuperados, mas o tempo jamais pode ser estendido. O tempo que consumimos em uma determinada atividade, numa carreira, jamais voltará para nós. Por isso ele é tão valioso.

Se tivermos uma mudança de caminho, de carreira, ou de forma de enfocar a vida profissional, é importante que a nossa experiência anterior possa servir de embasamento para o futuro. Uma capacitação empreendedora é o que é mais valorizado pelo mercado no atual momento.

Essa capacitação empreendedora, envolve os mais diversos aspectos: o acadêmico, que leva em conta o tipo de formação que a pessoa teve, faculdade, resultados, local onde estudou. Mas tão ou mais importante do que isso é o aspecto de experiência, de vivência.

Tudo aquilo que contribui para a construção de uma carreira, as vivências, os idiomas, as viagens, os acertos, mas também os erros. Pois uma pessoa que teve erros no passado, teve experiências, passou por momentos de decisão, pela pressão de seguir um caminho.

O erro é valorizado por que muitas vezes é mais instrutivo do que muitos cursos, pois leva a pessoa a analisar, a interpretar a buscas soluções para o futuro.

Mas uma verdadeira capacitação empreendedora envolve além dos aspectos acadêmicos, além da experiência, dos erros e dos acertos, a necessidade de jamais deixar de buscar informações, jamais se julgar que se está ´pronto´.

Existe uma frase que explica bem este conceito. Ela diz que ´Quando penso que sei todas as respostas, vem o mundo e muda todas as perguntas´.

Esta grande verdade torna claro que todos os profissionais que valorizem as suas carreiras, considerem-se obrigados a jamais deixar de buscar o aprendizado. E ele vem pelo acompanhamento dos fatos, através de cursos, de eventos, de redes de contatos, e de atividades nem sempre ligadas diretamente ao negócio.

A construção de uma carreira sólida passa pelo constante aprender. Quando tivermos a impressão de que estamos ´prontos´, é apenas mais um momento para buscarmos nos qualificar mais ainda. Temos sempre que lembrar que caso não sejamos nós aqueles a nos preocuparmos com a carreira, com o aprimoramento constante, existirá alguém a se preocupar por nós ? Dificilmente a resposta a essa pergunta será sim. Mas com certeza haverá outras pessoas, os concorrentes, que estarão preocupados com a sua própria qualificação, e com isso adquirindo vantagens competitivas, que podem fazer a diferença, num mercado difícil e combativo como aquele que vivemos hoje.

Podemos cometer muitos erros em nossa carreira, em muitos casos podemos corrigi-los ou mesmo escolher caminhos diferentes. Mas o que não podemos nos dar ao luxo de fazer é de não aprender com esses erros, e não procurar se tornar a cada dia um profissional melhor, através de todos os mecanismos possíveis para que tenhamos uma capacitação forte, uma capacitação ampla, uma capacitação empreendedora.

Ambição x destruição

Ambição x destruição


Cada um de nós ao longo de sua existência vai aos poucos acumulando uma determinada quantidade de bens. Muitas vezes as pessoas dirigem toda a sua vida apenas e tão somente no sentido de conquistar a maior quantidade possível de coisas, sejam essas materiais ou imateriais. Por vezes as pessoas se tornam cegas e passam a ser escravos da necessidade de conquistar mais e mais, e jamais se tornam satisfeitas com aquilo que possuem. Aquele apartamento que foi adquirido já não satisfaz mais, pois o status obriga que se tenha um apartamento maior em um bairro mais badalado. O carro, que já tem 2 anos de uso não pode mais ser utilizado. Tem que se ter um carro zero, de preferência um modelo caro, pra que todos possam ver quanto somos importantes. Dinheiro ? Sim... muito e cada vez mais dinheiro... que acaba levando as pessoas a um caminho: quanto mais dinheiro, quanto mais bens tem, mais e mais querem. E os escrúpulos, a moral, o caminho do correto, por vezes fica esquecido, relegado a escassos momentos em que a consciência ( ou o que restou dela ) procura seu ‘dono’ para lhe falar.

A busca dos bens materiais é uma das coisas mais incrivelmente complicadas que a existência humana enfrenta. Afinal, somos obrigados a buscar um equilíbrio. De um lado, precisamos querer estar em uma situação melhor do que a que estamos, precisamos procurar nos desenvolver profissionalmente, trazer melhores condições para nós e para nossas famílias. Devemos querer e buscar progredir. Devemos ser ambiciosos no sentido de procurar o crescimento, o desenvolvimento, aquilo que ainda não temos e que temos condições de buscar, de conquistar, com o nosso trabalho, com o nosso esforço, com os nossos investimentos.

Quando não somos ambiciosos, quando não procuramos alcançar uma situação melhor do que aquela em que vivemos, acabamos correndo o risco de nos tornarmos insatisfeitos, depressivos, pessoas que acabam sendo companheiros fáceis do álcool, das drogas ou dos vícios.

Ora... se somos ambiciosos, corremos o risco de cair na ambição desmedida, imoral, em limites. Mas por outro lado... se não somos, talvez acabemos tendo uma existência menor, uma existência medíocre ou insatisfatória para as nossas necessidades e de nossas famílias.

Como manter o equilíbrio ? Como conseguir chegar longe, ou pelo menos como conquistar aquilo que temos condições, ou parte do que temos condições mantendo os nossos princípios e ideais ?

Lógico que não existe uma fórmula mágica para essas difíceis e filosóficas questões, mas existe algumas coisas que podem nos tornar mais fortes para manter a retidão de nossa caminhada.

Um dos sintomas da ambição desmedida é o ciúme, a inveja, no sentido de olhar para o lado e querer mais e mais, apenas porque o nosso vizinho, o nosso ‘amigo’, o nosso colega, tem algo a mais do que temos. E quando começamos a conspirar para ter, de qualquer forma, a qualquer custo aquilo que se tornou o nosso objeto de desejo... então é sinal que fomos picados e estamos seriamente infectados pelo vírus da ambição desmedida.

Para se progredir na vida, não existe caminho que não passe pelo sonho, afinal ele é que surge como nosso inspirador, e guia o nosso caminho quando estamos andando por um momento de céus sem estrelas, ou de dias sem sol. Quem não sonha, dificilmente consegue conquistar aquilo que deseja, e a razão é muito simples. Quem não sonha, quem não imagina-se chegando a algum lugar, quem não busca algo... vai permanecer em sua posição de conforto... vai permanecer como está. Talvez para, lá na frente, reclamar de sua vida, ou sentir inveja de seu vizinho.

O sonho é nosso companheiro, nosso amigo, nosso irmão, mas pode se tornar algoz se apenas permitirmos que ele seja... um sonho. Um sonho que jamais perseguimos, ou jamais procuramos alcançar, acaba sendo também, ao invés de fonte de inspiração, fonte de frustração.

O sonho é um tipo de ambição ? Com certeza. Afinal o lado positivo da ambição é que ela nos move rumo a algo que queremos... neste caso, a conquista de nosso sonho. Mas é uma ambição construtiva, uma ambição criativa, algo que pode ser bom para nós, para nossos familiares, nossos amigos, e as pessoas que nos rodeiam.

A ambição se torna destrutiva quando perdemos o controle sobre ela. Quando ela passa a tomar comando de nossas ações, acabamos sendo meros espectadores de nossos caminhos, que vão rumando vagarosa e penosamente a destruição a dor, e aos piores destinos.

Talvez as palavras chaves para tudo isso sejam equilíbrio, bom senso, que são ‘bens’ ou ‘ativos’ importantes, fundamentais em nossas vidas, mas que por mais dinheiro, por mais poder, por mais coisas materiais que venhamos a ter, jamais conseguiremos compra-los ou rouba-los de alguém. São coisas que desenvolvemos ao longo de nossas vidas, de nossos caminhos, em função de nossa formação de nossas famílias, nossa criação, nossas experiências.

Talvez uma medida para o nosso grau de retidão no que se refere a ambição, seja aquela velha ‘máxima’ que se aplica à liberdade, mas que perfeitamente pode ser trazida para esta questão. A nossa liberdade acaba onde começa a do nosso semelhante. A nossa ambição é demasiada, quando estamos ferindo o nosso semelhante, quando estamos, consciente ou inconscientemente, prejudicando outras pessoas, trazendo sofrimento e dor. Sofrimento e dor esses, que no final das contas, acabam sendo distribuídas para nós mesmos.

Ambição sim... destruição... jamais.